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23 de jun de 2016

O que você acha de Apóstolo nos dias de hoje?


Há Apóstolos ainda hoje? 


          Eu particularmente achei esta matéria muito interessante, porem sei que é polêmica e vai gerar comentários e especulações. 
          Deixo bem claro que não sou contra ministério Apostólico de ninguém, apenas conheço e prossigo em conhecer nosso Deus maravilhoso por meio de sua Palavra, bem como tenho minha opinião deixo livre para pensarem como quiserem.
Pr. Jeferson



Atualmente, a igreja evangélica se depara com um fenômeno conhecido como “Movimento Apostólico” ou nomenclaturas parecidas para denominar os “ungidos” e “soberanos” de algumas denominações. Mas fica a questão: – Existe legitimidade bíblica para esta auto-afirmação apostólica?

Para responder satisfatoriamente a esta pergunta, torna-se necessário situarmos os apóstolos do ministério pessoal de Jesus, no escopo universal da Igreja. Quando procedemos assim descobrimos que aquele ministério apostólico e os próprios apóstolos, estão restritos a uma época única na História da Igreja.


Em Efésios 2.20 lemos a respeito dos apóstolos como “ fundamento” da Igreja, enquanto que Cristo é a“ Pedra Angular”. Como o fundamento da Igreja foi lançado uma só vez, é lógico acreditar que já não existem apóstolos no modelo que nos é apresentado nos Evangelhos.
Em Mateus 10.16, o Senhor Jesus Cristo diz a seus apóstolos “ eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos…”  Foi nessa condição que os apóstolos de Cristo viveram, pregaram e morreram.
Segundo a tradição, assim morreram os apóstolos:
– Mateus sofreu martírio pela espada, na Etiópia;
– João foi lançado numa caldeira de óleo fervente, mas sobreviveu. Foi depois desterrado para a ilha de Patmos, e mais tarde morreu em avançada idade em Éfeso.
– Tiago, irmão de João, foi morto à espada por ordem de Herodes, em Jerusalém;
– Tiago, o menor, foi lançado do Templo abaixo; ao verificarem que ainda vivia, mataram-no à pauladas;
– Filipe foi enforcado em Hierápolis, na Frígia;
– Bartolomeu foi esfolado por ordem de um rei bárbaro;
– Tomé foi amarrado à uma Cruz, e, ainda assim pregou o Evangelho até morrer;
– André foi atravessado por uma lança;
– Judas Tadeu foi morto à flechadas;
– Simão, o zelote, foi crucificado na Pérsia;
– Pedro foi crucificado de cabeça para baixo;
– Paulo, acorrentado no cárcere, disse: “Quanto a mim estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da Justiça me está guardada à qual o senhor, reto Juiz me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quanto amam a Sua vinda.” (2 Tm 4.6-8).

Não muito tempo depois disso, foi decapitado por ordem de César.
Portanto, devido á sua natureza e caráter ímpar, esse ofício apostólico não pode ser transferido. Entretanto, vale a pena ressaltar que, em sentido secundário ainda há apóstolos, homens de elevada autoridade conferida por Deus, os quais tem a cumprir serviços especiais de grande importância para a Igreja.

Qualificações para o apostolado

De acordo com Atos 1.21-22 após a ascensão de Cristo, o candidato ao apostolado tinha que preencher os seguintes requisitos:
Ser alguém que tivesse tido livre curso entre os demais apóstolos, e ter conhecido o senhor Jesus Cristo pessoalmente, desde o seu batismo;
Ser alguém que tivesse visto a Cristo ressurreto;
Ser alguém que tivesse testemunhado a ascensão de Cristo ao céu.
Vale ressaltar, porém, que nem discípulo de Cristo, mesmo tendo todas estas experiências, era apóstolos. Acima de todas estas experiências pairava a necessidade de ser escolhido por designação divina.
A única exceção a essa regra quádrupla apresentada, está relacionada à pessoa de Paulo, que discorre sobre a sua comissão apostólica, como tendo-a recebido diretamente de Cristo ( Rm 1.1; 1 Co 1.1, 15).
Evidentemente, Paulo não preenchia as qualificações de Atos 1.21, mas a experiência que ele teve a caminho de Damasco foi uma aparição do Cristo ressuscitado ( 1 Co 15.8), de sorte, que sem impedimento ele podia afirmar: “ … vi Jesus…”  ( 1 Co 9.1); e dessa forma era testemunha da ressurreição de Cristo. Paulo incluía-se no número dos apóstolos e com eles se identificava pela pregação do mesmo evangelho ( 1 Co 15.8-11).
Paulo, o apóstolo a quem foi dada uma revelação ímpar quanto à Igreja e seu ministério divinamente constituído, foi o primeiro dos escritores do Novo Testamento a descrever este ministério na sua verdadeira dimensão.

Apóstolos

A palavra apóstolo ocorre mais de oitenta vezes no Novo Testamento; em geral significa: enviado com uma missão.
No Novo testamento, como forma de tratamento, esta palavra tem uma quádrupla aplicação:
Jesus Cristo, como enviado de Deus (Hb 3.1).
Àqueles que foram enviados por Deus a pregar em a Israel (Lc 11.49)
Àqueles que foram enviados pelas Igrejas(2 Co 8.23; Rm 16.7)
Àquele grupo de homens que mantinham a dignidade suprema da Igreja primitiva
Na epístola de Paulo aos Efésios capitulo 4 e versículos 8 e 11, lemos:
“… Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens… ele mesmo concedeu uns para apóstolos…”
Destas palavras de Paulo depreende-se que Jesus Cristo mesmo, e não outra pessoa, é a fonte e origem do apostolado.

Razões de ser do apostolado

Os versículos 13 e 15 do capitulo 3 do Evangelho de Marcos, mostram 3 razões porque Cristo escolheu doze apóstolos dentre Seus discípulos e os fez Seus associados ministeriais:
“… para estarem com ele…” (v. 14). Este texto bíblico comparado com os paralelos de Mateus e Lucas mostram que Jesus fez desses doze discípulos, apóstolos Seus e os chamou a estarem com Ele, não só pelo propósito de querer ensiná-los e depois enviá-los a pregar o Evangelho, mas também como prova de que Ele, como Deus humanizado, apreciava a companhia daqueles aos quais amava. Só à luz desta fato é que podemos compreender porque os apóstolos formavam aquele círculo de amizade tão achegado a Jesus, de sorte que onde quer que Ele se encontrasse, ai estavam eles.
Essa amizade e companheirismo entre os apóstolos e o Mestre, tornou-se tão sólida a ponto de, nos momentos de rejeição do seu ministério, Jesus poder dizer a respeito deles: “Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações.”  Em decorrência disso, lhes fez a seguinte promessa:“Assim como meu Pai me confiou o Reino, eu vo-lo confio, para que comais e bebais à minha mesa no Meu Reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel”. (Lc 22.28-30)
“… para os enviar a pregar.” (v. 14).
O fato de Jesus haver escolhido doze apóstolos e os haver enviado após si, mostra circunstâncias interessantes:
Jesus tinha consciência das limitações físicas às quais estava sujeito, pelo que estava impedido de bilocar-se, isto é, estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.
Ressalta o interesse de Cristo em fazer daqueles que obedecem a Sua voz, participantes do seu plano redentor em relação ao mundo. A esses ele disse não somente “vinde”, mas também, “ide”.
Para “… expelir demônios” ( v. 15). A capacidade de expelir demônios e declarar libertos os atormentados por espíritos maus, não era uma autoridade nata dos apóstolos; era antes a manifestação do Poder que Cristo a eles delegara. Jesus mesmo lhes havia dito: “… sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5)
Conscientes do Grande potencial que representavam, devido ao relacionamento que gozavam com Cristo, os apóstolos foram feitos os seus mais legítimos representantes no primeiro ano da Igreja primitiva. Eles constituíam uma espécie de extensão do próprio Cristo na Terra.
Seus olhos, ouvidos, lábios, coração, mãos e pés, eram olhos, ouvidos, lábios, coração, mãos e pés do próprio Cristo. Por isso podiam olhar para multidões e delas ter compaixão; Podiam ouvir o murmúrio dos corações infelizes que buscavam o conhecimento do verdadeiro Deus; Podiam advertir os homens do perigo do Inferno e da necessidade de se achegarem a Deus; Podiam amar as almas de maneira profunda, de sorte que não mediam esforços para alcança-las para Deus; Podiam afagar com carinho aqueles que buscavam um amigo mais chegado que um irmão; Estavam prontos a sair por ruas e valados à procurar daqueles que no mundo estavam a vagar sem Deus, sem esperança e sem salvação.
De acordo com Atos 1.21-22 após a ascensão de Cristo, o candidato ao apostolado tinha que preencher os seguintes requisitos:
Ser alguém que tivesse tido livre curso entre os demais apóstolos, e ter conhecido o senhor Jesus Cristo pessoalmente, desde o seu batismo;
Ser alguém que tivesse visto a Cristo ressurreto;
Ser alguém que tivesse testemunhado a ascensão de Cristo ao céu.
Vale ressaltar, porém, que nem discípulo de Cristo, mesmo tendo todas estas experiências, era apóstolos. Acima de todas estas experiências pairava a necessidade de ser escolhido por designação divina.
A única exceção a essa regra quádrupla apresentada, está relacionada à pessoa de Paulo, que discorre sobre a sua comissão apostólica, como tendo-a recebido diretamente de Cristo ( Rm 1.1; 1 Co 1.1, 15).
Evidentemente, Paulo não preenchia as qualificações de Atos 1.21, mas a experiência que ele teve a caminho de Damasco foi uma aparição do Cristo ressuscitado ( 1 Co 15.8), de sorte, que sem impedimento ele podia afirmar: “ … vi Jesus…”  ( 1 Co 9.1); e dessa forma era testemunha da ressurreição de Cristo. Paulo incluía-se no número dos apóstolos e com eles se identificava pela pregação do mesmo evangelho ( 1 Co 15.8-11).
Fonte Bibliográfica:
Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus – EETAD

Um comentário:

  1. muito bom pastor esse conteúdo, realmente ser olharmos e entender o que a palavra de Deus nos ensina, hoje não teria tantas heresias no meio dos escolhidos de Deus, mais também no próprio povo do senhor

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